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Cursos orefecidos pelo Cursos Diversos


Capacite-se para atender pacientes com distúrbios do sono.

Aprenda a diagnosticar e confeccionar os aparelhos em 8 aulas.

Carga horária: 60 horas aula


Algumas considerações sobre o tema, extraídas do novo livro do Dr. Roberto Maciel “Dor Orofacial Crônica - Diagnóstico por Termografia Infravermelha" (2015), Editora TOTA


Uma questão tem sido levantada há muitos anos: por que muitos profissionais, frequentemente brilhantes, têm dificuldades em compreender, valorizar e principalmente aplicar os fundamentos da oclusão dentária na rotina clínica?


Outra questão pertinente: seria possível correlacionar fracassos e frustrações por parte dos profissionais e pacientes a uma formação oclusal insuficiente para as nossas necessidades clínicas?

 
Pessoalmente atuando na clínica desde 1980 basicamente na área oclusal, é com satisfação que observo o recente reconhecimento de sua importância e o interesse geral em resgatar esse aprendizado. Em geral, a curva da maturidade nos permite o exercício crítico sobre conceitos, hipóteses e sobre a prática clínica real. O conhecimento e os conceitos evoluíram, os anos são outros, os materiais e os instrumentos são outros, desta forma, é previsível e esperado que novas possibilidades terapêuticas apareçam.


Mas uma questão fundamental permanece desafiante: a interpretação clínica.


Admitimos que o tema Oclusão tem uma historia controversa – responder a algumas questões talvez possa estar, não no âmbito conceitual mas na interpretação do processo oclusal.
 
Como definir o que é realmente uma carga oclusal excessiva, já que as forças exercidas durante a mastigação e a deglutição fazem parte da fisiologia natural do ser humano.


Parece ser razoável admitir que as cargas que provocam repercussões clínicas traumáticas em um periodonto saudável ou que danificam restaurações, estariam além das forças necessárias ao desempenho funcional, denominadas, desta forma, cargas parafuncionais.


Mas, aqui temos um grande problema: o principal evento parafuncional é o bruxismo e temos que admitir o nosso pouco conhecimento sobre a questão bruxismo como grave fator de risco para várias condições clínicas no complexo mastigatório e para o desenvolvimento de sintomas no segmento cefálico. A explicação é simples, diferentemente da periodontia, o bruxismo não esta incluído como disciplina nas grades curriculares, não existem cursos de extensão, especialização, etc. E paradoxalmente, o bruxismo caracteriza um problema de grande extensão clínica e de grande incidência na população em geral. 


Desta forma, tem sido cada vez mais fundamental buscar o entendimento atual dos mecanismos implicados na gênese do bruxismo, sobretudo nos seus aspectos neuroproprioceptivos, para mais uma vez, considerarmos a questão da interpretação clínica.
 
Estudos em desenvolvimento (Implantes dentários sensoriais - a restauração da sensibilidade oclusal)


O advento dos implantes osseointegrados é considerado uma revolução na história da odontologia - utilizados para substituir dentes perdidos os implantes se fundem perfeitamente aos ossos e desempenham suas funções precípuas com conforto e eficiência. Contudo, muito pouco é conhecido sobre os mecanismos neurais que envolvem, tanto o processo a osseointegração como a possível reorganização sensorial.


O termo osseopercepção foi proposto Branemark para definir a capacidade de identificar a sensação cinestésica oral, na ausência do mecanorreceptor periodontal - os sinais sensoriais são mediados a partir de mecanoreceptores localizados na articulação temporomandibular, músculos, mucosa, epitélio e periósteo, considerando também a existência da plasticidade do Sistema Nervoso Central em se adaptar as mudanças sugerindo uma possível recuperação sensorial e motora no caminho do impulso nervoso gerado na região perimplantar.

Células tronco: um novo ligamento periodontal ?
Embora tenham sido desenvolvidos vários trabalhos na tentativa de regenerar o periodonto em torno do implante, os resultados, em geral, não foram bem sucedidos. No entanto, recentes avanços na engenharia de tecidos e biomateriais renovaram as expectativas sobre esta possibilidade. Os estudos atuais têm demonstrado evidências de que as reabilitações implantosuportadas são capazes de desenvolver uma moderada recuperação da discriminação sensorial tátil e da coordenação motora das atividades mandibulares.

Bruxismo
Os músculos craniomandibulares formam a base funcional do processo da mastigação, da deglutição e da fonética.  As contrações tônicas deles em conjunto com os músculos posturais, também são necessárias para a estabilidade estática craniocervical. Um complexo sistema de propriocepção sensorial é responsável pelo controle dessas funções, que são realizadas sem que haja danos a suas estruturas.
 
Existem, contudo, atividades musculares que não estão associadas a nenhum propósito funcional – são referidas na literatura como parafunções ou doenças. Uma das principais características destes eventos são atividades musculares incoordenadas e involuntárias.


Os efeitos deste processo são diversos, podem se manifestar como espasmos, mioclonias ou enrijecimentos – condições que muitas vezes não desenvolvem problemas clínicos detectáveis, mas, outras vezes podem constituir fontes primárias de sinais e sintomas nos vários componentes passivos do complexo craniofacial e segmento cefálico.
 
O bruxismo destaca-se como a atividade parafuncional mais conhecida e de maior incidência. O evento de maior repercussão clínica é o de apertar e ranger os dentes e as consequências mais frequentes são: fraturas de restaurações, lesões de esmalte não cariosas, entre outras. Outras atividades parafuncionais incluem morder lábios ou objetos, chupar dedo e onicofagia. Discinesias, distonias, epilepsias, Parkinson, entre outros eventos, são consideradas doenças neurológicas.


O excepcional avanço do conhecimento científico permite admitir que o dogma o "bruxismo não tem cura" logo será superado. Mas é importante considerar que o seu estudo é amplo e a extensão dos seus mecanismos envolve uma vasta complexidade neuroquímica, neurosensorial e neuropatológica.

ATM
Uma questão recorrente é se nós profissionais da saúde em geral estamos apropriadamente preparados para o enfretamento clínico da dor. Para nós dentistas a questão é ainda mais difícil, a falta de formação curricular específica, a insuficiência de qualificação prático-clínica, entre outros fatores, resulta frequentemente em um impasse: na nossa rotina a dor dentária é prontamente diagnosticada e a intervenção, prontamente realizada; entretanto, na presença de outros tipos de dores orofaciais, nós geralmente temos dificuldades significativas para sua abordagem. 


Carga horária: 8 horas aula


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